#TUnamureta (edição 2017)

Primeiro grupo do litoral paulista dedicado exclusivamente à fotografia mobile (aquela feita por dispositivos móveis), a TUmobgrafia participa da segunda edição do projeto "Muretas da Cidade", apresentando um alerta sobre os efeitos das Mudanças Climáticas. Vinte e quatro fotógrafos brasileiros amadores e profissionais representarão as cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, São Paulo (Capital) e Taubaté, no interior de São Paulo, com imagens produzidas por celular, de acordo com a sua interpretação particular do tema. Há também dois estrangeiros participando da ação, batizada de #TUnamureta. Eles representam as cidades de Taichung, em Taiwan, e Dakha, em Bangladesh.  

 

O projeto “Muretas da Cidade”, criado pelo cenógrafo e designer Mauriomar Cid, reúne técnica e sensibilidade de conhecidos artistas caiçaras, que customizam as esculturas, numa referência ao “Cow Parade”, em Nova Iorque, onde esculturas de tamanho natural de vacas, espalhadas pela cidade norte-americana recebiam pinturas, colagens, grafites de artistas consagrados. Em Santos, na concepção do cenógrafo, as esculturas que representam a mureta da orla (um dos símbolos oficiais da cidade) são dispostas em diversos pontos do jardim das praias do município - registrado pelo Livro Guiness dos Recordes como o maior jardim de praia do mundo em extensão.

 

A TUmobgrafia encontrou uma maneira peculiar de participar da segunda edição da mostra, propondo a produção de imagens sobre os assuntos, situações e objetos que envolvem as Mudanças Climáticas. E assim nos lançamos sobre a oportunidade de expor uma obra que pudesse não apenas exibir aos milhares de munícipes e turistas que transitam todos os dias pela orla de Santos a beleza e o impacto das imagens, do trabalho realizado por cada um dos fotógrafos. Mas que também revelasse o nosso alerta coletivo para os impactos que as Mudanças Climáticas podem ter em nossas vidas e nas das próximas gerações se não começarmos a ganhar consciência sobre nossa interconexão e interdependência entre nós, seres humanos, e o ambiente que nos cerca.

 

Santos foi escolhida este ano pelo Ibama como modelo de experiências no enfrentamento das Mudanças Climáticas, por conta do progressivo aumento do nível do mar, que já começa a alarmar as autoridades. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, Em Santos ele tem subido 1,2 milímetro por ano, em média, desde a década de 1940. Além disso, aumentaram o tamanho das ondas – que passaram de 1 metro em 1957 para 1,3 metro em 2002 – e a quantidade de ressacas.

 

Lá, no maior jardim de praia do Mundo, de frente para o Atlântico que segue avançando sobre a cidade de Santos, a TUmobgrafia criou com a arte fotográfica uma espécie de portal para o futuro. Representando o passado recente, através das imagens capturadas pelos fotógrafos, mas promovendo uma reflexão sobre os tempos que ainda virão.

CONHEÇA OS PARTICIPANTES:

Afaf Mustahil Haque Nippon

Natural da cidade de Dakha, em Bangladesh, Afaf se considera um homem simples, que ama a vida e a Natureza ao seu redor. Defensor da paz, ele ama estar com pessoas, principalmente artistas e gente ligada a todo o tipo de arte.  Mas é na produção de imagens que encontra o seu porto seguro.

 

"Quando eu olho em volta e vejo a vida ao meu redor, as duas únicas mídias que eu posso usar são minha câmera e meu pincel. Eu não sou um escritor, então a fotografia é minha melhor opção", diz o fotógrafo, que começou a se interessar por fotografia mobile há alguns anos atrás. quando fazia parte de um time de profissionais portando "grandes câmeras DSLR". Percebendo as vantagens da portabilidade do aparelho celular na produção fotográfica, ele foi desenvolvendo, "graças a uma boa dose de criatividade", o seu próprio método de captura e tratamento.​

Afaf Nippon ingressou na TUmobgrafia em 2016 e, desde então, não parou de postar. Suas fotos mobile já mereceram diversos destaques como Foto do Dia e também aparecem constantemente na lista semanal #TU9. Sobre as Mudanças Climáticas, ele diz que "a conscientização e a educação é a maneira mais fácil, mas o caminho difícil é o sacrifício do consumismo até um limite onde podemos viver a vida sem desperdiçar recursos".

Alice Mayumi Kinjo Okumura

Pisciana nascida em Santos, no início da década de 80, Alice Okumura é nutricionista e fotógrafa mobile. Filha de fotógrafos e amante da Arte, Começou a fotografar quando, segundo suas palavras, o seu olhar para a vida passou de "stand by" para "on". Convidada por um primo e uma amiga, Alice ingressou na TUmobgrafia em 2016 e já teve diversas fotos em destaque em nossas ações.

 

Ela acredita que existem iniciativas que podem ajudar a reequilibrar a relação entre o homem e o Meio Ambiente, como "administrar melhor o lixo, ter um minhocário, plantar mais, ter um automóvel somente se necessário e ser menos consumista". Para ela, estar participando da ação #TUnamureta significa ser "ecologicamente mobile".

Ana Cláudia Szveigelt

A santista Ana Cláudia é economista e experimentou vivências empresariais na área financeira ao longo dos últimos 19 anos. Porém,  há cerca de um ano, decidiu mudar. Resolveu investir em uma "virada de mesa e de estilo de vida" e hoje dedica a maior parte do tempo à fotografia. Apreciadora de esportes náuticos, caminhadas, boas leituras e todas as formas de artes, Ana pratica a mobgrafia desde que a tecnologia de fotografia por celular existe. "O q venho fazendo cada vez mais é buscar aprimoramento nas edições e sensibilidade no olhar. É um processo "viciante" no bom sentido da palavra", argumenta.

Ana passou a fazer parte da TUmobgrafia em 2016 e, desde então, o seu trabalho vêm ganhando destaque em nossas ações. Em sua opinião, para reequilbramos nossa relação com o Meio Ambiente, devemos esperar que não apenas existam ações globais, mas também trabalhar nos pequenos núcleos e individualmente conscientizando a todos dos impactos das pequenas ações q em conjunto significam muito. E, acima de tudo, disseminando pelo exemplo. Tratar o meio ambiente como uma extensão de si, tendo os mesmos cuidados e mesmo zelo.

"Participar da ação #TUnamureta é uma oportunidade de demonstrar a preocupação com a questão das mudanças climáticas dentro de um projeto desenvolvido por um grupo ativo, que nas suas mais diversas ações busca envolver e incentivar seus membros a desenvolverem trabalhos sérios, éticos, colaborativos e de impacto positivo para a sociedade. É uma grande honra e um grande prazer estar participando desta ação". 

Anderson Rodrigues

Pós-graduado em Fotografia, o jornalista Anderson Rodrigues diz observar o mundo com um olhar único. Seu interesse pela área surgiu enquanto ainda cursava a Faculdade de Jornalismo, ao trabalhar no Rudge Ramos Jornal. Começou a fotografar com o celular por volta de 2002, com um MotorolaRaze. Ele se inspirou no amigo Nario Barbosa, fotógrafo do Diário do Grande ABC, quando o acompanhava nas coberturas como repórter. "Ele possui o trabalho #porai e eu criei o #CELolhar. Depois fiquei sabendo por outros amigos de imprensa, Fernando Dantas e Vanessa Rodrigues, fotógrafos de Santos, sobre a TUmobgrafia".

 

Rodrigues acredita que, para melhorar nossa relação com o Meio Ambiente, deveríamos voltar a medir e controlar a emissão de poluentes dos carros, criar regras para o uso de ar-condicionado, criar projetos de educação nas escolas básicas e políticas públicas simples, com utilização da arquitetura urbana para a implantação de jardins suspensos e decorativos. "Deveríamos também estar já utilizando a energia proveniente das ondas do mar. Temos um dos maiores litorais do planeta e não potencializamos esta força das ondas para uma energia limpa", alerta.

Sobre sua participação na ação #TUnamureta, Rodrigues nos lembra que a natureza dá respostas visuais às ações do homem. E que a fotografia tem esse papel documental e pode contribuir, como nesta ação, para uma reflexão sobre as mudanças climáticas, mesmo que pequenas em nosso cotidiano. "Espero que as pessoas sejam impactadas de forma imagética antes que isso ocorra fisicamente, como vemos em outros países em forma de furacões, tornados e outros fenômenos causados pela humanidade".

Angela Gouveia

A santista Ângela Gouveia descreve a si mesma como uma pessoa alegre, comunicativa, bem humorada e de bem com a vida. Gosta de curtir a família, amigos, animais, flores, natureza, fotografar, cinema, praia, música, viajar e tudo o que é  relacionado à fotografia e à cultura. "Sempre gostei de fotografia vendo e me inspirando no meu pai, que adorava e tinha a fotografia como hobby. De uns anos pra cá, pude realizar esse sonho de aprender e me aperfeiçoar na área fazendo cursos, workshops, saídas fotográficas e participando de eventos".

Seu interesse pela fotografia feita com o celular teve início este ano, Ela conta que, a cada foto tirada, sua curiosidade foi crescendo, assim como o desejo de aprender a utilizar melhor o aparelho para essa finalidade. "Com tantos recursos ,como os aplicativos, se tornou possível tirar belas fotos e com qualidade". Fato que se comprova pelas imagens que ela tem postado em nosso grupo, desde que ingressou na TUmobgrafia, há cerca de quatro meses.

Sobre reconquistarmos o equilíbrio como o Meio Ambiente, como forma de minimizarmos os impactos das Mudanças Climáticas, ela acredita que, se cada um fizer a sua parte de não jogar lixo nas ruas, canais, praias e/ou em lugares inadequados, o Meio Ambiente agradecerá e os impactos negativos não seriam tão grandes. "Se soubéssemos cuidar melhor de nossas árvores e florestas, teríamos um ar mais puro e melhor qualidade de vida. Me sinto orgulhosa de estar participando dessa ação com a minha imagem, que registrei no momento em que a natureza agia devido a mudança climática, ou seja, a ressaca".

César Cunha

Aos 52 anos, 34 deles atuando como químico, César gosta de caminhar, viajar e fotografar. Na cozinha gosta de preparar e saborear bons pratos e, quando está em casa, curte assistir filmes dos mais variados gêneros. Amante da música, seu estilo preferido é o rock dos anos 70 e 80 e MPB. Tomou gosto pela fotografia com o pai, retratista da família, cujo trabalho permitiu um registro intenso da história familiar. "Minha primeira máquina fotográfica foi obtida aos 17 anos. Hoje, uso a fotografia como forma de diminuir o estresse do cotidiano".

Seus primeiros registros fotográficos digitais aconteceram em 2003, com uma máquina que funcionava como um acessório de computador, fixado no monitor. A partir daí, praticamente não usou mais câmera analógica. Em 2012, pôde fazer o seu primeiro curso de fotografia digital. Nessa época, passou a usar o celular, mas os fabricantes não davam tanta importância. Em 2015, comprou um Samsung S4 Mini e passou a dedicar-se mais a esse tipo de registro. Hoje, utiliza um Sony Xperia Z5 para capturar imagens.

TUmob desde 2016, Cunha acredita que somente através do respeito pela Natureza o homem conseguirá se relacionar novamente em harmonia com o Meio Ambiente. "Minha geração não foi educada nas escolas sobre a importância do meio ambiente, pois achava que a natureza agredida tinha a capacidade de se recuperar sozinha. A vida nos mostra o contrário. Precisamos evitar o desperdício, usar mais o transporte coletivo, reciclar lixo, usar a energia elétrica de forma racional, não poluir o ar, a água e o solo. Se cada pessoa fizer sua parte com baixo impacto, o meio ambiente nos agredirá menos".

Daniela Yoshikawa

Aos 25 anos, a santista Daniela Yoshikawa é formada em Cinema e Audiovisual. Ela conta que gosta de observar os detalhes, as cores, as pessoas, os movimentos. "Me alimento de muita música, mas não abro mão do meu silêncio. Na arte é onde sinto que consigo transbordar mais, onde entro em contato com o mundo, interno e externo, encontro flores e fantasmas e aprendo sempre um pouco mais sobre mim mesma". Seu interesse pela fotografia surgiu cedo, observando o trabalho da irmã que é fotógrafa. "Apesar de formada em publicidade, ela atuou pelo cinema e hoje atua muito na fotografia, então na adolescência eu tive uma referência muito próxima que fez com que esse interesse pela imagem fosse destrinchado com mais facilidade".

Sobre nossa relação com o Meio Ambiente, Daniela pensa que que o respeito é algo essencial. Na sua visão, a relação humanidade x meio ambiente tem sido afetada de maneira mais agressiva e progressiva, trazendo resultados caóticos. "Estar na ação #TUnamureta, assim como conseguir essa troca no grupo, tem sido uma fase muito interessante e muito gratificante, ainda mais porque eu sempre tive um certo problema em mostrar trabalhos mais pessoais. A mobgrafia é uma experimentação que me faz acreditar mais de que realmente "tu pode e tu faz", e de alguma forma me sinto mais aberta e confortável nessa troca, então me sinto grata por esse grupo, e acho que vai além de ter um significado, porque pra mim tem bastante a ver com uma transformação mais interna e pessoal".

Diley Gomes

Nascido e criado em São Vicente, Diley Gomes é formado em Gestão Portuária e trabalha no Porto de Santos. Ele se vê como alguém que acredita no melhor das pessoas e que, através da fotografia, encontrou uma forma de expressar os seus sentimentos e a maneira de ver o mundo. Seu interesse pela fotografia mobile surgiu há muitos muitos anos, quando durante suas viagens começou a perceber que a máquina fotográfica nem sempre estava à mão para que pudesse registrar os momentos. Além disso, ele começou a simpatizar cada vez mais com a facilidade de se divulgar as fotos produzidas nas redes sociais usando o aparelho celular.

Para DIley Gomes, participar da ação #TUnamureta é uma honra e uma alegria. Precisamos transformar o mundo cada vez mais com a sustentabilidade, pois podemos cada vez mais conscientizar as pessoas da importância da reciclagem e de não poluir nossas cidades".

Eduardo Martinelli

Descendente de italianos e natural de São Paulo, Eduardo Martinelli hoje vive em Santos adora tudo o que envolve comunicação, arte e cultura, musica, cinema e fotografia. Ele é radialista, operador de áudio e locutor e  até já atuou como representante comercial. Aos 10 anos de idade, ganhou a primeira máquina fotográfica dos pais: uma xereta da Kodak. Com ela, começou a descobrir seu gosto pelas imagens. Mas foi a chegada das máquinas digitais que mudou tudo em sua percepção. "Foi aí que comecei a ver melhor a fotografia que eu fazia... ...quando um primo meu me perguntou se eu poderia fotografa uns  produtos para ele , para fazer catálogos...eu  comecei a me dedicar mais e a conhecer melhor  as técnicas e as maquinas DSLR".

Martinelli começou a fotografar desde o surgimento da tecnologia, quando as fotos eram VGA. Depois, começou a trabalhar com um Nokia 305, que foi substituído anos depois por um Motorola Razr D1. Hoje utiliza um Samsung J5 para fotografar. "Nunca fui muito de fazer fotos com o celular, pois também usava pouco e eles eram pequenos, as fotos não saiam boas. Mas o tempo passou e, com os smartphones, a coisa mudou. Um dia, mais ou menos um ano atrás, fui convidado pelo Tom Leal a participar da TUmobgrafia. No começo, fiquei meio assim, pois o meu celular não era tão  moderno..meio velhinho já. Mas daí ele me disse que o o que realmente importava era o meu olhar. Sou muito grato por esse incentivo, o desafio foi muito importante".

Importante também foi participar da ação #TUnamureta, em sua opinião. Isso porque ele acredita que esta seja uma oportunidade de os fotógrafos mostrarem os seus olhares, sua visão sobre as Mudanças Climáticas, de maneira que fomentem uma reflexão mais aprofundada sobre o clima no Planeta Terra. "Precisamos a  começar parar de queimar tanta gasolina, diminuir o numero de carros na rua. Devemos reciclar mais e produzir menos lixo, Cuidar das nossas praia como cuidamos de nossa casa. respeitando o ser iluminado que nos deu a oportunidade  de aqui poder respirar e viver em um mudo lindo que  temos o dever de cuida e proteger".

Fabiano Ignácio

Fabiano Ignácio se considera um aprendiz de feiticeiro, que ama não somente o ato de fotografar, mas também a observação de imagens e sua importância dentro de um contexto histórico, estético e poético. Em suas fotografias procura mostrar sentimentos e expressões com um olhar impactante, uma espiada sobre o ser humano na sua versão crua, contando cada qual sua própria história. "Desde sempre quis ser fotógrafo, mesmo meus pais não tendo aptidão e o hábito de fotografar, eu era apaixonado por livros e revistas e passava horas olhando as belas fotos que com certeza inconscientemente se tornaram referência e me ajudaram a criar posteriormente essa paixão em fotografar".

Fabiano Ignácio começou a usar o celular para fotografar em 2009, após o nascimento prematuro de sua filha. No recinto da UTI Neonatal não era permitido a entrada com câmeras. A solução foi então optar por um celular com uma boa resolução que na época era de 2,3 megapixels. De lá pra cá o celular nunca deixou de ser para ele uma possibilidade para fotografar, e por isso Fabiano é membro da TUmobgrafia desde 2016, ano da fundação do grupo.

Sobre a ação #TUnamureta e seu chamado para uma reflexão sobre as Mudanças Climáticas, ele acredita que, para minimizar nosso impacto no Planeta o ideal seria entrarmos em simbiose com o meio. Para ele, se cada um fizer a sua parte, o impacto resultante dessa decisão será definitivamente positivo. "Em um mundo tão egocêntrico como o atual, ações como essa reforçam a importância do grupo. A TUmobgrafia tem se destacado e se diferenciado nesse quesito, de sempre priorizar a democratização da arte fotográfica".

Lilian Jolie

Nascida na vizinha São Vicente, Lilian Jolie se considera uma pessoa minimalista, simples e reservada. Gosta da vida sem rotina e adora fotografar viagens, cenas de rua e também conhecer pessoas e culturas diferentes. Gosta muito de realizar trabalhos manuais, criar engenhocas e está sempre buscando aprender algo novo.

Seu interesse pela Fotografia surgiu quanto tinha ainda cinco anos de idade. vendo os pais fotografando as cenas familiares com uma máquina analógica. "Para mim, era mágico como um papel com imagens poderia surgir a partir daquela caixinha preta", relembra, fascinada. Começou a fotografar com o celular desde que comprou o primeiro smartphone, há alguns anos. Porém, só passou a investir mesmo no uso da ferramenta na produção de imagens depois que trocou o modelo "fraquinho" por um com tecnologia de ponta. 

Tumob desde 2016, Lilian acredita que todos nós somos responsáveis pela sustentabilidade de nossos tesouros naturais e que atitudes conscientes, como consumir menos, gerar menos lixo e adotar uma postura mais engajada pra combater os crimes contra o meio ambiente são essenciais para minimizarmos os impactos causados pelas Mudanças Climáticas.

Lúcia Rodrigues

Aos 61 anos, a santista Lúcia Rodrigues é produtora cultural e atua na área da música. Por essa razão a fotografia, no caso dela, está diretamente ligada às artes musicais. Ela começou a registrar o seu cotidiano em imagens em 1985, após concluir um curso de Fotografia na Escola Panamericana de Arte. Atuou com produções em vídeo e possui publicações na área da música.

Lucia conta que aderiu à mobgrafia muito cedo, logo que surgiram os primeiros aparelhos com câmera. Seu modelo Nokia possuía uma câmera acoplada, removível. Ingressou na TUmobgrafia em julho de 2017, durante o Santos Jazz Festival. Conheceu o grupo através de uma amiga, Denise Covas. que já era membro. De lá para cá, diz que vem atuando e admirando as ideias e os "cliques" diariamente.

"É uma enorme satisfação participar da ação #TUnamureta, em poder contribuir através da arte com a beleza da Cidade. Além de fazer parte de um grupo tão inovador e com uma equipe de curadores tão interessante e competente. Há muito a ser feito para minimizar os impactos das Mudanças Climáticas. Como ações que estimulem o deslocamento urbano sem o uso de carros, utilização de energias limpas".

Luciana do Nascimento Sampaio

A paulistana Luciana do Nascimento Sampaio tem 28 anos e se considera uma pessoa sonhadora, que ainda acredita no amor ao próximo e num mundo melhor. Ela ama fotografar, principalmente atividades esportivas e tudo o que envolve a Natureza. "Sempre gostei de fotografar, mas a Natureza realmente me fascina, é algo que vem de dentro, não tem como explicar, só sentir".

Luciana Sampaio começou a usar o celular para fazer fotografias em 2013, quando comprou seu primeiro smartphone. Ela conta que foi um período de muita emoção, onde ela fotografava todo e qualquer objeto, personagem ou cena. Ingressou na TUmobgrafia em março de 2017, apresentada pela amiga Sílvia Akef.

"É uma honra participar da TUmobgrafia, é um grupo me faz acreditar que sou capaz, sim, e que posso ir além. E é também uma honra participar da ação #TUnamureta. Não conseguirmos minimizar os impactos das Mudanças Climáticas se não mudarmos nossos hábitos e costumes, como fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, apagar a luz quando não estivermos usando, não jogar lixo na rua, separar o lixo reciclável".

Maria Fernanda Alves

Aos 39 anos, Maria Fernanda Alves se considera uma pessoa simples, um tanto quanto geek e nerd, apaixonada por artes, livreos, séries, shows de rock e viagens. Não dispensa uma boa conversa com os amigos - se possível regada a café e cerveja. Ela se intitula como "aspirante a fotógrafa amadora".

Ferdy Maria começou a fotografar muito jovem, registrando as viagens da família em sua câmera analógica. Já na faculdade, curtia documentar os encontros com os amigos e, anos depois, aprendeu a processar e revelar as fotos para um projeto. Apesar disso, conta, nunca fez um curso de Fotografia. 

Suas primeiras imagens registradas com o celular foram produzidas em 2011, em um Samsung Quwerty. Suas primeiras fotos eram retratos de amigos, cenas de festas e imagens da Natureza. Com o aperfeiçoamento dos aparelhos, se aprofundou na ferramenta e aprendeu a usar diversos aplicativos que editam fotos. Ingressou na TUmobgrafia no início de 2017, por indicação de uma colega de trabalho, que já era do grupo.

"A alegria de ter sido selecionada em mais uma ação da #TUmobgrafia, num projeto que envolve não apenas a parte artística e visual, com a escultura da mureta e as fotografias, mas com o pensamento de chamar a atenção sobre um problema que enfrentamos na atualidade, algo que atinge o coletivo - Mudanças Climáticas - e nos afeta de maneira importante, como ocorre com o avanço das marés, só para citar apenas um fator que é fácil de visualizar".

Márcia Mestre

Nascida em Santos, Márcia Mestre se considera uma pessoa "de bem com a vida", ávida em aprender e aproveitar o que a vida lhe oferecer de melhor. Ama fotografia mobile e gosta muito de praticar atividades físicas, como andar de bicicleta, caminhar e praticar standup paddle. Seu interesse pela fotografia surgiu depois que começou a percorrer trilhas por "lugares mágicos" na Natureza, a partir da necessidade de registrar as belezas que via pelo caminho.

Deste então, Márcia optou pelo celular como ferramenta para a produção das imagens. "Sempre fui mobile. Nunca peguei uma câmera na vida. Não gosto de ter as mãos ocupadas com coisas além de um celular", explica, recordando que conheceu a TUmobgrafia através de a Internet, numa publicação que reportava a participação do grupo em uma exposição durante a primeira edição do Valongo Festival Internacional da Imagem. Para ela, participar da ação #TUnamureta é uma oportunidade de se conscientizar as pessoas sobre as Mudanças Climáticas.

​"Essas mudanças estão acontecendo no planeta inteiro, e já podemos observar as suas consequências aqui, bem perto de nós. Por isso se faz necessária a mudança na atitude de todos. Devemos nos conscientizar e passar a respeitar o Meio Ambiente, Aqui em Santos, por exemplo, estão sempre tentando aprimorar a coleta de lixo, com a separação dos resíduos, incentivo à reciclagem...independentemente de partidarismo político".

Priscila Werneck

Nascida em Taubaté, no interior de São Paulo, Priscila Werneck é amante das Artes e apreciar os detalhes de uma cena, paisagem, objeto ou personagem é o que mais a atrai. Seu interesse pela Fotografia surgiu por acaso. Ela começou a fotografar por conta própria e, com o tempo, passou a se encantar com os detalhes do que via, da composição à luz.

Começou a se dedicar à mobgrafia quando comprou o primeiro smartphone Asus, que contava com uma câmera de melhor qualidade do que a dos aparelhos a que estava acostumada. Ingressou na TUmobgrafia há alguns meses, convidada por um amigo. Na sua opinião, poder participar da ação #TUnamureta significa "botar a mão na massa para ajudar a fazer e acontecer. Precisamos começar a enxergar o mundo que nos cerca como parte inseparável do que somos. Dependemos dele e também uns dos outros". 

Renata Macedo

Nascida e criada em São Vicente, Renata Macedo de Jesus tem 35 anos e é fotógrafa há pelo menos cinco. Jä participou de diversos workshops, exposições e concursos fotográficos. Assim, não é de se admirar que a atividade que mais gosta de fazer é fotografar. Seu interesse pela fotografia surgiu com o nascimento da filha, Thainara. Movida pelo desejo de registrar os melhores momentos da infância da menina, Renata começou a tomar gosto pela fotografia e, há cerca de dois anos, apaixonou-se pela fotografia mobile.

Renata ficou sabendo da existência da TUmobgrafia no ano passado, por intermédio de amigos que já participavam do grupo. Para ela, participar da ação #TUnamureta é uma oportunidade de mostrar e divulgar novos talentos, além de servir como um alerta. "Temos que primeiro educar a população para que possamos minimizar os impactos das Mudanças Climáticas. Depois, temos que estimular a todos a praticarem o que foi aprendido. O mal que eu não quero para mim, não quero para o Mundo", conclui.

Rosangela Bastos

Uma pessoa com a "mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo". É dessa maneira, parafraseando a letra da música "Coração Tranquilo", de Walter Franco, que a paulistana Rosangela Bastos Martins se autodefine. Apaixonada pela Natureza, se diz atraída por qualquer forma de expressão.

Rosangela cresceu vendo o pai exercer a fotografia como um hobby. Dali herdou o seu conhecimento sobre câmeras e equipamentos analógicos. Ela se recorda que, ainda adolescente, já gostava de se arriscar e buscar sua própria linguagem na produção de imagens. Em 2013, compra a primeira máquina digital e retoma a busca por conhecimento e aprimoramento na fotografia, que havia abandonado no início dos anos 80. A opção pelo celular aconteceu por conta da "invisibilidade" que o celular proporciona na captura de imagens de rua; além do avanço veloz das tecnologias moblile que possibilitou a evolução da qualidade de imagem.

"É uma alegria enorme poder participar da ação #TUnamureta, poder ajudar a sensibilizar e provocar nas pessoas, com a minha imagem, essa inadiável reflexão. A sociedade precisa criar ações que provoquem a reflexão do impacto ambiental de cada indivíduo".

Soraya Carrião

Soraya Riauba Guisande Carrião Alves nasceu em Santos, em 1966. Professora de Inglês por profissão, adora Artes, leitura, cinema, viagens e, principalmente, Fotografia. Seu interesse por essa atividade surgiu durante uma viagem a Paraty. "Quase enlouqueci documentando a arquitetura das casas e seus detalhes. Depois, ganhei um curso de aperfeiçoamento profissional nos EUA e acabei voltando com 2 mil fotos analógicas. Levei meses revelando e gastei uma fortuna, era um hobby muito caro".

Quando ganhou de presente o seu primeiro smartphone, um iPhone 4, descobriu que o ato de fotografar já não exigia mais a cerimônia do preparo para a saída fotográfica. Ela já não precisava mais se programar para sair com todo aquele equipamento que as câmeras exigem. Bastava ver uma cena diante dela para ela rapidamente sacar o celular e "capturar" a imagem. Nãoà toa, Soraya se tornou uma das primeiras pessoas a ingressar no grupo da TUmobgrafia.

"É uma honra para mim fazer parte de mais esta ação coletiva. Além do aspecto artístico, a iniciativa #TUnamureta engloba o debate acerca das Mudanças Climáticas, causadas pelo nosso impacto ambiental. Ao meu ver, qualquer melhoria na nossa relação com o Meio Ambiente partirá da conscientização via educação. Cada um precisa fazer a sua parte e o resultado virá da vontade individual e coletiva de minimizarmos os estragos". 

Tania Chinellato

Artista plástica, escultura e aquarelista, Tania Chinellato se considera uma amante das Artes. Apesar de não ser fotógrafa, ela vem conseguindo desenvolver um olhar próprio nas mobgrafias que realiza com o seu celular. E aponta o seu ingresso na TUmobgrafia como fator preponderante para o seu recente aprofundamento nas técnicas da fotografia por celular. "Foi uma libertação, pois a cada momento nos deparamos com o belo e podemos registrar o nosso cotidiano de forma simples, rápida e eficiente".

Participar da ação #TUnamureta está sendo para Tania uma experiência enriquecedora. "É um grande prazer e um enorme aprendizado. Tudo o que pudermos fazer no sentido de conscientizar as pessoas que só temos este planeta para vivermos e que, por isso, deveríamos cuidar dele, será importante".

Tati Alves

Tatiana Fonseca Alves é santista e se diz apaixonada por produções audiovisuais e viciada em fotografia com celular, 35 mm ou médio formato. Ela trabalha fotografando cerimônias e eventos familiares e infantis. Nas horas vagas, gosta de buscar novas sonoridades musicais, ir ao cinema ou até mesmo ficar em casa, assistindo Netflix. Seu interesse pela fotografia surgiu "do nada", há aproximadamente oito anos.

 

A mobgrafia surgiu recentemente em sua vida, com o medo que começou a sentir de sair de casa com os equipamentos fotográficos (corpo da máquina, lentes, acessórios. Foi adicionada à TUmobgrafia por uma amiga, que começou a admirar as imagens que produzia com o smartphone.

"Fico feliz por uma foto minha ter, de alguma forma, se destacado e, dessa maneira, surgir a oportunidade de alcançar muitas pessoas num projeto de consciência ambiental", declara, sobre a ação #TUnamureta. "Devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance na tentativa de minimizar os impactos das Mudanças Climáticas. Devemos ser ecologicamente corretos. Em tudo".

Thainara Macedo

Com apenas 20 anos de idade, a vicentina Thainara Macedo é a mais jovem participante da ação #TUnamureta. Estudante de Jornalismo, ela começou a fotografar há cerca de cinco anos, quando começou a trabalhar em eventos, usando uma câmera simples. Pouco tempo depois, passou a usar sempre o celular como ferramenta.

Thainara foi trazida à TUmobgrafia por indicação de amigos. Para ela, participar desta ação é uma forma de demonstrar como o homem está afetando o nosso meio ambiente. "Achei esse projeto genial, para incentivar as pessoas a cuidarem melhor de onde vivem. Temos que educar as pessoas a não jogar lixo nas ruas, nos mares; a acabar com o desmatamento; adotarmos o consumo consciente; economizarmos água...Senão, um dia podemos acordar e descobrir que os recursos se esgotaram".

Ulisses Alves Oliveira

O santista Ulisses Alves Oliveira se considera como alguém que acredita que somente a Arte justifica a nossa humanidade e a sua expressão. Seu interesse pela fotografia surgiu na universidade, durante as aulas da disciplina de História da Arte, quando cursava a Faculdade de Letras. Porém, assim que comprou seu primeiro smartphone, o seu interesse pela mobgrafia cresceu consideravelmente. "É uma felicidade, uma delícia ter algo tão simples e tão sofisticado tecnologicamente para registrar os momentos e as coisas significativas". 

Cabeleireiro por profissão, Ulisses ingressou na TUmobgrafia em 2016, logo quando o grupo começava a se formar no Facebook. Na sua opinião, estar "entre feras", na ação #TUnamureta, sendo um "simples amador", para ele, é uma verdadeira honra e motivo de orgulho. "Devemos fazer a nossa parte no que se refere a minimizar os impactos das Mudanças Climáticas. Eu, por exemplo, prefiro caminhar sempre que possível a sair de carro. Reciclo o lixo, não jogo nada na rua...enfim, respeitar o próximo já é um bom começo".

Walter Cezar

Natural de Santos, Walter Oliveira Cezar Junior tem 53 anos e trabalha como motorista carreteiro no Porto de Santos. Casado, mora atualmente em Guarujá e gosta muito de fotografar, ir à praia, navegar pela Internet, ouvir música e postar nas redes sociais. Seu interesse pela fotografia nasceu da observação e admiração pelo trabalho de outros fotógrafos. Começou com uma máquina simples, digital, mas à medida em que as tecnologias mobile foram se aperfeiçoando, viu na mobgrafia uma oportunidade de produzir ainda mais imagens.

Walter conta que encontrou o grupo da TUmobgrafia enquanto 'bisbilhotava" no Facebook. "Como sou amador, me atraiu a ideia de ver minhas fotos sendo avaliadas por profissionais. Também percebi o quanto poderia aprender no grupo tanto observando quanto trocando experiências. Assim, me apaixonei e sou membro do grupo desde o primeiro ano".

Para o motorista portuário, participar desta ação foi muito importante, pois o levou a refletir com mais cuidado sobre o quanto ele tem contribuído para a preservação do Meio Ambiente e das nossas reservas naturais. "Há muito ainda a ser feito. É preciso educar e conscientizar a população sobre o que está acontecendo, sobre as Mudanças Climáticas. Por outro lado, as autoridades deveriam dar suporte para o desenvolvimento de trabalhos em âmbito regional", pondera..

Walter da Silva Junior

Jornalista e repórter fotográfico, Walter da Silva Junior é editor de fotografia em uma assessoria de Comunicação de São Paulo. Considera-se, na fotografia, um teórico apaixonado por semiótica, um estudante do olhar, da percepção do que está contido nas imagens. Seu amor pela fotografia surgiu através do desenho a pena e nanquim, técnica que estava aprendendo no início dos anos 70. A foto digital entrou na sua vida por força da profissão e ele sempre preferiu continuar usando as novas ferramentas da maneira clássica: ajustando apenas a iluminação, o brilho e o corte de cada imagem.

Walter conta que a sua resistência ao mundo digital também migrou para o uso de celulares na captação de imagens. Por essa razão, diz que só começou a usar o aparelho por acidente. Há pouco tempo, ele vendeu todo o seu equipamento fotográfico por conta de ter sido violentamente espancado durante uma tentativa de assalto na Capital paulista. Assim, o medo de sair novamente às ruas com equipamento fotográfico e a impotência diante da violência cotidiana o conduziram à mobgrafia.

Participar desta ação, na sua opinião, é uma oportunidade de se reforçar os afetos sociais, as relações comunitárias. "Ações como as da TUmobgrafia aproximam as pessoas e ainda as obriga a olhar para questões mais que emergentes, urgentes. Para minimizar os impactos das Mudanças Climáticas, devemos "SER" humanos. Eu, por exemplo, tenho horta orgânica em casa, pés de banana, pitanga, ervas para chás. Deveríamos nos dedicar a mais causas e menos coisas".

蕭百佑 (Xiao Bayou)

蕭百佑 (ou XIan Bayou, na pronúncia ocidental) tem 38 anos e é natural de Taichung, uma municipalidade especial localizada no centro-oeste de Taiwan. Com uma uma população de mais de 2,7 milhões de pessoas, é a terceira maior cidade da ilha Formosa depois de Nova Taipé e Kaohsiung. Ele trabalha como entregador e, por estar sempre em movimento, em trânsito, encontrou na mobgrafia uma maneira de capturar belas imagens enquanto realiza o seu trabalho entregando pedidos e encomendas. "Eu gosto muito da praticidade e da conveniência que a mobgrafia permite".

蕭百佑 começou a tirar fotos com o celular há cerca de três anos, por diversão. Ingressou na TUmobgrafia há alguns meses atrás, a convite de um amigo que também vive em Taiwan. Para ele, participar desta ação é uma maneira de dar suporte às reflexões que são sugeridas. Assim, ele acredita que a única maneira de minimizarmos os impactos das Mudanças Climáticas seria através de uma mudança de comportamento radical da humanidade, interrompendo de forma imediata todas as formas de poluição.

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